Título: Efeito dominó - Parte 1
Autor(a): Alana Gabriela
Número de páginas: 376
SINOPSE: Helena foi morta num passeio à Saquarema. Seis meses após o assassinato e ainda não existem provas suficientes para lastrear o caso. Cora está desestabilizada com a perda da mãe e a impotência que tem sentido em decorrência disso. Ela está passando por todas as etapas do luto, afastando-se de suas amigas e até do seu pai, Afonso. Sua vida caótica e com uma bandeira hasteada de luto vira do avesso quando presencia uma tentativa de homicídio que põe a vida de Lucas, seu amigo, em perigo. No processo Cora é feita refém por um criminoso enigmático que está disposto a tudo para trazer à luz todos os segredos que rodeiam a morte de Helena. Ela só precisa decidir entrar no jogo. Entre mentiras, assassinatos e segredos funestos, o obscuro é o lado mais seguro para Cora se aliar. Mas ela precisa decidir qual segredo é digno do silêncio e se estará pronta para desencadear o efeito dominó!
Por: Brenda Sousa
Numa das suas convencionais viagens com seus pais à Saquarema, Cora é pega de surpresa com o corpo de sua mão estirado, morta com um tiro, de uma hora para outra, durante um passeio a sós. Não há provas concretas de nada e, sem nenhuma explicação, a investigação é arquivada. Depois disso, Cora reserva-se ao seu mundo, sem interagir com ninguém, sem mais ir para a escola, estudando em casa, e com uma relação cada vez mais degradada com seu pai, Afonso. Apenas Lucas, seu melhor amigo, tem acesso ao seu círculo social com frequência.
Depois de 6 meses, ainda sem provas sobre o que aconteceu com a sua mãe, Cora é obrigada por seu pai a voltar para a escola. A partir de então as coisas só começam a piorar, os ataques de fúria com as pessoas a assumem e ela perde o mínimo de paciência que ainda lhe restava com a vida. Num desses dias, Cora não volta para casa e fica em um local no meio da cidade, à noite, observando o céu e viajando nos seus devaneios. Lucas a encontra, senta-se ao seu lado e eles conversam por um tempo. De repente, passos se aproximam. Os dois viram, mas já era tarde demais. Alguém encapuzado enfia uma faca no abdômen de Lucas e a arrasta de baixo para cima sem, porém, afetar nenhum de seus órgãos vitais (o que é curioso). Cora é sequestrada e Lucas vai para o hospital.
É um sequestro sem tortura, sem dor, apenas para esclarecimentos. Seu sequestrador quer lhe fazer jogar um jogo que vai levá-la a, finalmente, ter respostas sobre o assassinato de sua mãe. Cora não entende como isso pode ser possível, mas acaba aceitando, sob pressão, adrenalina, medo, curiosidade ou mesmo vingança, não é possível saber. No dia seguinte, acorda em sua cama, sem saber como chegou lá, mas há um papel ao lado da cama que lhe dá o primeiro passo do jogo, assim como um celular o qual seria utilizado para manter contato com seu “sequestrador”. A partir daí começa um jogo cheio de suspense, descobertas, riscos e muito sangue derramado, no qual Cora se envolve, acaba gostando mais do que deveria e descobrindo coisas que jamais imaginariam serem verídicas.
Durante toda a história eu me coloquei no lugar de Cora. As atitudes dela em vários momentos são julgáveis, porém pensando como sendo a personagem, me questionei se eu não teria feito o mesmo em vários desses casos. Gostei da marcação clara da personalidade forte de Cora, senti muita realidade na relação conturbada entre Cora e seu pai e gostei muito, ao mesmo tempo, de ver Cora “baixar a guarda” para o amigo.
A história, em si, é cheia de suspenses, as peças do jogo são bem elaboradas e a forma como isso nos guia até a explicação do que aconteceu foi muito bem sequenciada, a ponto de nos deixar satisfeitos com cada passo dado pela garota. Uma coisa que eu gostei muito, também, foi o fato de os segredos não serem todos entregues apenas no final. Quando autores fazem isso, acredito que nos prendem ainda mais, porque o que passamos a questionar não é mais o que aconteceu, mas sim o que ainda pode acontecer depois de descobrirmos o ponto forte da história, e Alana soube fazer isso muito bem, o que não é tão fácil.
Por fim, digo que o livro, apesar de ter muitas páginas, é extremamente rápido, os acontecimentos não são enrolados, mas diretos, mantendo sempre a ansiedade do leitor no ápice. A escritora da autora é muito gostosa e só nos faz querer ler mais e mais. É um livro tenso, de leitura fácil e interessante de ser acompanhado. Indico muito a leitura!
Ps. Para quem não viu essa nossa postagem, a Alana Gabriela e a Nina B. Prescott são a mesma pessoa! A pouco tempo ela divulgou isso, o que me deixou deslumbrada, porque já tinha amado o livro “Histórias em retalhos” (RESENHA AQUI) escrito por ela, e aqui estamos com mais um livro muito bem escrito! Além de um amor de pessoa, é extremamente talentosa na escrita!
Nina B. Prescott = Alana Gabriela