Resenha – Papai Comédia

segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Título: Papai comédia
Autor: Fernando Strombeck
Número de páginas: 108
Editora: Belas Letras



Por: Brenda Sousa

Ainda no espírito do dias dos pais e depois de quase 1 mês sumida por aqui, aproveito para trazer minhas impressões sobre um livro fofo e que permite levantar algumas discussões sobre o tema: ter um filho e o significado disto para um casal. É interessante ver a visão do pai diante de tudo isso, especialmente um pai que quer mesmo mergulhar nos 9 meses de gestação do bebê, disposto a participar de tudo com a mulher. Aliás, está faltando um pouco disso no nosso mundo...

Papai comédia” traz um pouquinho da história do Fernando quando sua esposa engravidou da pequena Luísa. Desde a descoberta da gravidez até o nascimento, o autor apresenta algumas questões como a intromissão de parentes e amigos inconvenientes nas decisões do casal, as dificuldades dos últimos meses, a escolha do nome, o caminho até a maternidade e todos os outros elementos envolvidos no processo. Dá até para dar umas risadas com alguns casos contados durante a leitura. 


O livro é separado em semanas da gestação, o que achei bem interessante, e em certo momento entra na história a esposa do Fernando, com um capítulo escrito por ela, para dar a real sobre tudo dito por ele no restante do livro. Este capítulo é bem legal, porque vemos o outro ponto de vista da história e dá para imaginar ainda mais profundamente os fatos contados em capítulos anteriores.

No geral, eu diria que esse é um livro para pensar o quanto os pais também são parte do processo e que ter um filho não é apenas colocar a “sementinha” na barriga da esposa e esperar 9 meses até que ele ou ela saia de lá chorando. Ser um pai é estar lá. Este livro é um para se juntar aos livros do Piangers (autor de “O papai é pop”) na coleção bem pequena de livros escritos sobre paternidade de fato participativa. Fica a dica (tanto de livro, quanto de realidade, papais). 




Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos





Resenha – O terraço e a Caverna

domingo, 23 de julho de 2017
Título: O terraço e a caverna
Autor(a): Maurício Limeira
Número de páginas: 274


Por: Brenda Sousa 

Quinha é uma garotinha que sofre de uma síndrome rara, porém muito perturbadora. A Síndrome das Pessoas Inexistentes isolou Quinha no seu próprio mundo, num terraço de um prédio de luxo onde mora no Rio de Janeiro. Não fala com ninguém, além de um gato imaginário, nem mesmo com sua família. Os anos passam e a situação só piora, assim como o sofrimento dos familiares da garota.

Paco é um garoto pobre, que anda de cadeira de rodas e vive em uma caverna, também no Rio de Janeiro. Mal tem uma vida social, e as dificuldades que enfrenta no dia a dia com sua família são enormes. Através de alguns ajustes, Paco ganha um computador e ele é instalado através de um gato de energia elétrica para dentro da caverna.

É pelas redes sociais que os familiares de Quinha tentam interagir com ela, sem sucesso. Mas Paco consegue mais. Algo inédito. Quinha começa a interagir com suas postagens e eles começam a conversar. Talvez o encontro entre essas duas crianças, de mundos tão distintos, possa valer a pena para ambos os lados.


O enredo de “O terraço e a caverna” me deixou bastante empolgada para entender o pouco mais a história de cada personagem e como esse encontro se desdobraria. Alguns pontos da história me emocionaram bastante, especialmente na relação de Paco com sua família e entre ele e Quinha, porém, apesar do potencial, acho que a história poderia oferece muito mais aos leitores.

Senti que esse encontro entre eles demorou muito a acontecer, de modo que as expectativas foram crescendo e não foram 100% atendidas. Achei linda a forma poética como o livro é escrito, para além dos próprios poemas presentes nos capítulos, porém em alguns momentos fiquei bastante confusa com o caminhar da história, o que deixou alguns trechos cansativos. Em geral, eu diria que a história poderia, de fato, ter sido muito mais proveitosa se os fatos fossem um pouco mais fluidos, porém ainda assim percebo um tom de poesia bem interessante e não tão cansativo em algumas partes. O livro promove também algumas reflexões que podemos levar para o nosso dia a dia, o que foi algo que também me conquistou durante a história. 





Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos





| - O terraço e a caverna - | Li até a página 100 e...

domingo, 25 de junho de 2017

Olá, leitores!

No post de hoje venho falar sobre o livro "O terraço e a caverna", uma produção nacional independentes, do autor Maurício Limeira. Até o momento, li pouco mais que 100 páginas desta história e venho das minhas opiniões para vocês. Primeiramente, conheçam do que se trata o livro: 

"Era uma vez uma menina chamada Quinha. Ela vivia com os pais, o irmão e o avô numa cobertura na Zona Sul do Rio de Janeiro. A casa de Quinha era grande, luxuosa e colorida. Os pais de Quinha a amavam e não conheciam qualquer dificuldade financeira. Mas, apesar de tudo, Quinha não era feliz. Com apenas 11 anos de idade, a menina sofria a Síndrome das Pessoas Inexistentes, moléstia semelhante ao autismo, que a fazia viver num mundo sem pessoas. Quinha não enxergava os seres humanos com quem convivia. Seu universo era feito de lugares vazios. Apenas a internet possibilitava alguma comunicação com os outros, que para ela não passavam de personagens numa tela.

Longe dali, havia Paco. Preso a uma cadeira de rodas, vivendo com a família numa estação abandonada do metrô (foram expulsos da comunidade onde moravam pelo chefe local do tráfico), Paco vê os dias passarem diante do computador que o pai roubou. Nas redes sociais, seu perfil é cheio de revolta, amargura e insatisfação. 

Até aquele dia em que, na rede, uma menina tímida, de nome Quinha, atraiu a sua curiosidade."


Eu confesso que estava mais empolgada no começo e que aos poucos a linguagem um tanto quanto poética foi me cansando. No entanto, a cada dia que eu pego o livro, ainda assim, fico curiosa para saber os rumos que essa história vai tomar. Fico bastante intrigada com a Síndrome das Pessoas Inexistentes de Quinha e em como isso é abordado no decorrer da leitura. A presença do gatinho que fala com a personagem me lembra bastante o gato de Alice no País das Maravilhas, o que acho uma referência interessante.


Com relação a Paco, tenho ficado cada vez mais sensibilizada e preocupada com sua situação. Neste exato momento, parei num ponto da história que me deixou curiosa e tensa quanto aos próximos acontecimentos. Paco parece ser um garoto doce, que deu o azar de nascer em condições que o prejudicaram desde os primeiros dias de vidas, mas que aparentemente não desiste de sonhar com um futuro muito melhor. 

Vi muito pouco do "contato" entre Quinha e Paco até agora, mas achei interessante. E, em geral, um ponto positivo do livro é trazer a tecnologia com suas possibilidades de ampliar as fronteiras do mundo físico de cada um dos personagens. Ahh!!! Não posso esquecer de comentar que temos alguns poeminhas dentro do livro, que são muito fofos. <3 Enfim, em breve voltarei com uma resenha completa e uma opinião final sobre essa história. Até o momento, eu indicaria para quem curte leituras leves e singelas, com uma linguagem poética e cheia de significados. 



Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos





Resenha - Grumpy Cat: Um livro Azedo

domingo, 18 de junho de 2017
Título: Grumpy Cat – Um livro Azedo
Número de páginas: 96
Editora: Belas Letras



Por: Brenda Sousa

O Grumpy cat é um sucesso da internet. Milhares de memes estouraram por aí e são fonte de muitas gargalhadas nossas para os mais diversos temas. Este livro traz, basicamente, um roteiro sobre como ficar de mal com o mundo. Tem atividades e treinamentos para os mais diversos tipos de expressões faciais azedas, o que vai te permitir reagir de diferentes formas nada felizes.

Achei engraçadas, particularmente, as páginas que pedem para ligar os pontos para ver algo que o nosso gatinho não gosta (para variar). Embaixo de cada uma tem um recadinho dele e quando eu descobri isso eu tive que rir. Hahaha E as fotos de festinhas familiares com seu companheiro (não)amado cachorro? Ótimas! hahaha


O mais divertido do livro é virar cada página e ver as faces e os relatos do gatinho mal-humorado famoso em diversas ocasiões de sua nada-legal vida. Hahaha A criatividade presente neste livro nos faz dar algumas risadas em uma leitura bem rápida. O detalhe é que este é um livro que eu mesma não compraria, por não ser um livro com um conteúdo ou um enredo que me interesse o suficiente para uma leitura no dia a dia, mas que ele é divertido é. E esse o propósito dele, por isso as 4 estrelas na nossa classificação: ele cumpre com seu objetivo. E, como sempre, mais uma vez a Belas Letras investe bastante no design e diagramação, o que é uma grande vantagem do livro em si e faz dele um exemplar fofuxo na estante. 




Brenda Sousa
21 anos. Baiana. Blogueira, leitora viciada, apaixonada por séries de TV. Graduanda em Fonoaudiologia. Criadora do @PostandoTrechos
 
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